Configurando o D-Link DNS-323 – instalação e hack funplug

Como mencionei aqui, uma das peças-chaves para o funcionamento da sala de estar como centro de entretenimento foi a aquisição de um NAS. Na verdade, na época que eu comprei, nem fiz muita pesquisa – vi que o DNS-323 tinha boas referências, uma comunidade ativa, com programas desenvolvidos / compilados para ele, um bom preço e me decidi. Tudo considerado, até que eu demorei para hack’eá-lo mas não consigo imaginar mais como seria sem minhas “customizações”…

Instalação

Resumo

    • Complexidade: 1 / 5  (até minha avó faria!)

Com ela (a instalção, não a avó) você vai poder quase tudo – streaming de audio/video, compartilhamento de pastas e da sua biblioteca do iTunes para todos os computadores da casa, backup automático, RAID, utilização como um servidor de impressão [EDITADO: como o Duda mencionou nos comentários, nem todas as impressoras são suportadas – é fundamental verificar se a sua é atendida. E também não espere algo mega-robusto: essa é uma solução doméstica!] , client Torrent, etc., tudo configurado através de uma interface web simples.

Links úteis

A caixa do DNS-323 já vem com tudo que você vai precisar para instalá-lo:

DNS-323 - Conteúdo

Conteúdo da caixa (foto do site http://www.shadowandy.net)

DNS-323 - Tamanho comparativo

Tamanho comparado (foto do site http://www.shadowandy.net)

DNS-323 - Traseira

Conectores na traseira do DNS-323 (foto do site http://www.shadowandy.net)

Passo 1 – Conectar dispositivo

Plugar na tomada, conectar cabo de rede e ligar (é, sem HD mesmo). Acesse via browser a interface de administração (o endereço default é 192.168.0.32 mas, dependendo da sua rede, pode ser outro IP). A conta padrão é “admin”, sem senha.

Passo 2 – Upgrade de firmware

Ok, ok, vovó não sabe o que é isso, mas se você está por aqui, já deve ter ouvido falar pelo menos… A versão mais atual, no momento que escrevo, é a 1.09. Verifique a sua: se for menor que 1.08, atualize!

Opcional: Defina um IP fixo, ao seu gosto, se for o caso.

Passo 3 – Conectar HD

Em dia com o firmware? Desligue após o reboot e acrescente o(s) seu(s) HD(s). A instalação é ridícula: tire a tampa da frente (onde tem o botão de power), puxando para cima e insira o disco. Não requer chave de fenda, cabos, prática ou habilidade. Importante: Se você estiver adicionando só um HD e tem a intenção de customizar o seu dispositivo, utilize a baia da direita (de quem vê o aparelho de frente).

[EDITADO: Um ponto importante é que alguns drives, mais recentes, da Western Digital não funcionam nativamente sem um hack. Se você não se sente confortável com isso, utilize algum dessa lista]

Passo 4 – Configurar o HD

Acesse novamente a interface de administração – o DNS vai te perguntar como formatar. Nesse ponto você pode escolher Standard, Raid 0, Raid 1 ou JBOD. Como eu não tenho motivos para escolher qualquer coisa diferente de Standard, foi fácil.

Passo 5 – Conecte via seu computador

Após a formatação – que pode demorar muuuuito, dependendo do tamanho do seu disco – o share Volume_1 deve estar disponível no IP do DNS-323. Mapeie o drive e copie para lá o que quiser. Moleza, não?

Customização

Resumo

    • Complexidade de customização: 2 / 5  (nível: não me assusto em ter que digitar na linha de comando)

Ué, mas se você já tem tudo isso na instalação padrão, porque se dar o trabalho… Por quê? Oras, porque sim! Dá para trocar o client de torrent por algo mais incrementado, fazer downloads automáticos, configurar um servidor http, implementar playlists para suas músicas, etc. Requer um mínimo de disposição, mas vale a pena.

Links úteis

Passo 1 – Mapear o drive de rede

No Windows Explorer, mapeie o drive de rede – o caminho é \\<IP do seu DNS-323>\Volume_1 (ou, no default: \\192.168.0.32\Volume_1).

Passo 2 – Baixar o funplug

Baixe o arquivo com o script e o pacote .tar do site oficial e coloque-os na raiz do share, reiniciando o dispositivo na sequência. Ao boot’ar, o script irá executar todos os passos necessários: descompactar o .tar, colocar os arquivos necessários para inicialização nos seus lugares corretos e, por fim, apagar o .tar.

Passo 3 – Conectar via telnet

Para realizar a configuração inicial, tem que se conectar diretamente lá. Pronto? Supondo que o IP seja o default,

telnet 192.168.0.32

A tela deverá mostrar o prompt padrão:

# /

Como assim? É, sem senha mesmo. Vamos mudar isso, começando pelo comando:

pwconv

seguido da troca de senha com:

passwd

O sistema irá pedir a senha nova duas vezes (ou três, se a senha escolhida for fraca). Em seguida, garanta que o usuário root está ativo:

usermod -s /ffp/bin/sh root

Depois, teste o resultado com o comando:

login

Será necessário dar a conta (root) e a senha escolhida para prosseguir. Se tudo estiver 100%, grave o resultado na memória não volátil do DNS-323 (caso contrário, você perderá ela a cada reboot). É simples:

store-passwd.sh

Passo 4 – Habilitar o SSH

Tudo certo até aqui? Próximo passo: ativar o sshd e fechar o telnet (que tem sérias questões de segurança):

chmod a+x /ffp/start/sshd.sh sh /ffp/start/sshd.sh start

O DNS-323 vai criar as chaves pública e privada – demora um pouco mesmo. Agora, sem fechar a janela do seu telnet, conecte via ssh (acho que quase todo mundo usa o PuTTY para isso).

[EDITADO: acrescentado o link para o download do PuTTY. Ao se conectar via ssh, a primeira coisa que o programa vai te informar é que a assinatura do servidor não está cadastrada – pode seguir adiante, sem susto. Em seguida, entre com o login (root) e senha.]

Se você conseguir, é só desativar o telnetd com:

chmod -x /ffp/start/telnetd.sh

(Ok, ok, isso só vai desativá-lo no próximo reboot, mas você entendeu).

Passo 5 – Divirta-se!

Pronto – já está tudo preparado. Agora é baixar / instalar novos pacotes e aproveitar. Eu recomendo a utilização do transmission como client de torrent, assunto de um próximo post.

Entretenimento caseiro

No começo era, bem…, o caos. Vídeos da Internet paravam no meu computador e era lá mesmo que eu os assistia. Isso funciona bem para coisas mais curtas, como um tutorial do Hak5, mas para outros assuntos, tinha uma série de problemas: é antisocial, desconfortável, tela pequena (comparado com a TV da sala) etc.

A solução, por um bom tempo, foi  converter para VCD e assistir no DVD player (cruzes, que jurássico!). Um avanço considerável ocorreu com um upgrade para um Home Theater, com entrada USB e codec DivX. Aí era baixar, gravar no pen drive, plugar na sala e navegar na interface tosca, porém funcional, do HT.

Minha vida (digital) mudou depois de ler uma matéria da Wired (juro que tentei achar o link para a matéria mas não encontrei). Era um tutorial de como transformar sua casa numa central de entretenimento integrada, com três passos bem simples:

  1. Roteador  com ponto de acesso WiFi;
  2. PS3 ou XBox;
  3. NAS.

O primeiro item  não tem mistério – qualquer um com banda larga tem roteador. Afinal – na boa – alguém realmente conecta o cabo diretamente no computador?? O segundo ponto permite controvérsias: na época, coisa de uns 2 anos atrás, eu vinha de um longo e ótimo relacionamento com o PS2 e o fato de seu irmão mais novo suportar blu-ray (que ainda iria se tornar padrão) tornou essa escolha muito simples para mim. É claro que se eu tivesse conversado com o Adriano ou o Paulão nesse momento, o processo decisório seria bem mais complicado…

O que era novidade para mim era o NAS – Network Area Storage. Uma caixa pequena, com espaço para um ou mais HDs, que se conecta via um cabo de rede ao roteador. Diferentemente de um HD externo, ele permite que todos os computadores da rede  enxerguem e compartilhem os arquivos sem que seja necessário um computador ligado a ele.

Bom, essa descrição não é estritamente correta já que o NAS já é um computador: um sistema “headless” rodando  Linux. Isso significa que além ser um servidor de arquivos, ele também funciona como um media server (fazendo streaming de vídeo e áudio para clientes conectados); serve como gerenciador da fila de impressão; permite o agendamento de backups de uma ou mais pastas de qualquer outro computador da rede; roda um cliente de torrent; pode enviar e-mails de notificação e servir páginas web… Opa, como assim? Torrent client??

Sim! Não fico mais com o computador ligado para baixar o que quer que seja – pela web acesso o meu NAS, passo o arquivo .torrent para ele e pronto! Quando chega, é só ligar a TV da sala, o PS3, e assistir no conforto do sofá. O layout é assim:

 

Algumas considerações:

  • Apesar do artigo da Wired sugerir o streaming via wireless para o PS3, arquivos mais pesados – como vídeos em alta definição – não funcionam bem. Definitivamente é não recomendado.
  • O NAS que escolhi – o DNS 323 da D-Link – não é o melhor/mais rápido/mais versátil do mercado, mas ele tem algumas vantagens bem interessantes, como o fato de ser facilmente hack’eável (permitindo a instalação e configuração de vários outros programas)  e, principalmente, é bem barato. Atualmente instalado: HD SATA de 750GB.

Depois posto aqui as principais mudanças e programas em uso.

Lord of the Rings – World cup edition

Esse Peter Jackson é fogo – depois do DVD, DVD Estendido com as cenas cortadas, Blu-Ray, Blu-Ray Estendido com cenas que nem gravadas foram, ele lança mais um pacote oportunista…

Encontrado aqui

Especial pro dia dos namorados

Quem não tem, não reclame. Quem tem, lembre-se que sempre pode ser pior…

Encontrado aqui

De onde teclas?

Na boa… era o que faltava para surfar a rede nos momentos de coçação. Só vendo para crer.

To boldly go where only the fish have gone before…

Eu nunca tinha ouvido falar em roupas de mergulho-fantasia:

He's wet, Jim

Por outro lado, não deveria me surpreender já que humanidade insiste em, por exemplo, vestir animais de estimação com roupinhas (ditas) engraçadinhas. O que me intriga, entretanto, é: quem diabos vai querer se arriscar mergulhando como um red-shirt?

Valeu CID pelo link!

Crítica: Vezpa

Eu vi quando o Vezpa abriu suas portas na antiga Siciliano da Ataulfo de Paiva, no Leblon, e fiquei impressionado com a decoração externa – desde as portas de correr pichadas com as letras do nome, até as cores e combinações de tipologias nos vidros. Porém, malandro que sou, deixei passar o soft opening, a inevitável reportagem no Rio Show e até mesmo o período de pico pós-notíca para experimentar a tal pizza, que prometia ser um intermediário entre as modelo “padaria” e “gourmet”.

Mas vejo que ainda assim fui precipitado…

Começamos com o dia, hoje, que faz um calor infernal no Rio. Sem brincadeira, deve estar coisa de 35 graus agora de noite lá fora. Sim, lá fora, pois lá dentro está uns 5 graus a mais. O ar condicionado não está ligado pois, com o forno aceso, não dá vazão. Mas também, né? Quem poderia ter previsto isso (se os clientes estão assim, imagina na cozinha…)?

Ao chegar, não há uma pessoa para te receber. Ok, faz parte do charme a descontração do lugar. Porém, após rápido diálogo, deu para ver que o conceito foi elevado a níveis beirando o “f*da-se”:

– Oi, tem como arrumar uma mesa para dois?
– Olha, não dá não. A gente não bloqueia mesas.
– Então como faz?
– Tem que ficar esperando uma vagar.
– Posso pegar essa aqui, que está pagando a conta?
– Não, essa é daquele casal ali, que já me avisou que queria essa mesa.
– Posso te avisar que quero uma mesa para dois lugares?
– Não. A gente não bloqueia mesa.
– Peraí, mas e o cas… opa! E aquelas duas ali que pegaram a mesa ao lado, que vagou enquanto a gente falava? Posso dizer que estava na frente?
– Não. A gente não bloqueia mesa.
– Então tem que ficar de plantão, esperando uma mesa vagar, e sair correndo pois outra pessoa pode pegar antes?
– Isso.

Conseguimos uma mesa na sequência e, após um pouco de confusão, pedimos a pizza – eu, uma 4 queijos; A Moça uma Vezpa (mozzarella com molho de tomate picante). A dela estava melhor do que a minha que, infelizmente, veio meio requentada. Aliás, acho que o gorgonzola e o catupiry estavam em falta. Insistimos: eu com uma Siciliana (mozzarella com massa alta, melhor do que a anterior por estar mais úmida)  e A Moça com uma vegetariana.

Ao longo da nossa estadia, vimos o lixo sendo compactado com a mão e, posteriormente, arrastado da cozinha pelo salão para ser depositado do lado de fora. Pelo visto, só me incomodou mesmo porque os outros clientes mantiveram firmes seus postos e nenhuma mesa ficou vazia. Impressionante…

O único ponto redentor mesmo foi o atendimento da Gerlândia – supersimpática, falante, empolgada com o trabalho e com a comida. Nós nem tanto com o jantar, infelizmente. Vindo da dupla que concebeu o Devassa, esperava mais tanto da pizza quanto da infra.

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