Remessa nova

Chegaram ontem lá em casa, cortesia da Boards and Bits, USPS e Visa:

Pylos (David G. Royffe – 1994 – Gigamic)

Esse jogo eu ouvi falar lá no podcast do Mark Johnson, sobre o que ele chama de pretty wooden abstracts: jogos que, além de legais são visualmente agradáveis (e, normalmente, de madeira). Me pareceu legal pela descrição e, abrindo a caixa, não decepcionou. Resta saber se o jogo é bom mesmo.

Pelo que (ouvi e) li, o jogo é para 2 pessoas e o objetivo é montar uma pirâmide de bolinhas de madeira – quem conseguir colocar a última, ganha (bom, sendo mais preciso, quem ficar sem bolas para colocar primeiro, perde). O tabuleiro, também de madeira, tem umas mossas para que as bolinhas não rolem e os jogadores se alternam colocando uma de cada vez. Logo, quem começou perde, correto? Errado! Existem duas regras a mais: uma que permite a você, ao invés de usar uma bolinha do seu estoque, mover uma que já esteja no tabuleiro – ela só precisa ser posicionada um ou mais andares acima de onde começou. A outra regra especifica que, se você conseguir colocar quatro bolas no formato de um quadrado, você pode retirar até duas bolas da pirâmide (contanto que não caia nada, é claro).

Simples, rápido (o manual, em uns 20 idiomas, diz que dura de 5 a 20 minutos) e aparentemente divertido. Parece um filler interessante, mas não sei se é o tipo de jogo que as pessoas descobrem quem já ganhou bem antes do fim, já que as opções de posicionamento diminuem muito de um nível para outro. Tenho que testar.

Ah, ligo para isso não mas ganhou o Mensa Select de 1994.

Marrakech (Dominique Ehrhard – 2007 – Gigamic)

Outro jogo do mesmo fabricante, outro ganhador do Mensa Select (2008) em outra dica do Mark Johnson num episódio recente. Não, eu não sou tããão influenciável assim, juro. Na sua vez, o jogador rola um dado e vai colocando tapetes no tabuleiro na esperança de que os adversários acabem parando lá depois e pagando uma grana (proporcional a área contígua dos tapetes).  Falando assim lembra bem o banco imobiliário, não?

Pois é, mais uma vez, errado! Os tapetes vão se sobrepondo parcialmente (e depois totalmente) à medida que cada um joga e, com isso, o cenário vai mudando com o tempo. Além do mais, antes de jogar o dado, é possível escolher a orientação (esquerda, direita ou em frente) do vendedor que só se move em linha reta, dando um mínimo de opção e estratégia. É sempre um risco ir na direção do oponente – mas, por outro lado, você vai poder colocar novos tapetes e quebrar a área dele.

Mantém de 2 a 4 jogadores entretidos por cerca de 30 minutos. Acredito que deva funcionar bem como um filler, ou então não teria sido nomeado para o Spiel des Jahres de 2008. Como esse passou desapercebido eu não sei… Ainda mais que os tapetes são de tecido (feltro? Lã? Ainda não abri a caixa) – e, desde que encontrei um mapa de pano na caixa do Ultima VI para meu 386, virei um sucker por esse tipo de apelo patético material em jogos.

Ubongo (Grzegorz Rejchtman – 2003 – Z-Man Games)

Eu e A Moça trouxemos a versão travel edition para o Ishu em uma viagem. Eu já tinha lido algumas resenhas e achei que alguém com 7 anos iria se interessar. De lá para cá, já jogamos com ele algumas vezes e sempre foi muito bom – da última vez, quem participou foi a avó dele, que também curtiu um monte. Acho que essa foi a dica que esse é um jogo bom de se ter…

Como todos dessa leva é um jogo leve – cerca de 30 minutos – para dois ou quatro jogadores. Resumidamente, a cada rodada, todos competem para montar um quebra-cabeças com peças irregulares (tipo Tetris – doze peças com 2, 3, 4 ou 5 quadrados cada) seguindo um gabarito impresso em uma carta.  Quem conseguir formar o desenho primeiro tem mais chances de escolher uma pedra colorida de seu interesse, o segundo um pouco menos e assim por diante até que o último fica com a pedra que sobrar. No final, quem tiver a maior quantidade de pedras de uma só cor ganha. Mole, não?

Dominion (Donald X. Vaccarino – 2008 – Rio Grande Games)

Finalmente, vou conseguir jogar o jogo do ano! Passei ao largo de todos os eventos aqui do Rio onde poderia experimentar e, depois que ouvi falar bem, ensebei o maior tempão na expectativa de comprar direto a sequência, o Dominion: Intrigue, que vai até 6 jogadores. Bom, ensebei tanto – e a Rio Grande também, pois não liberava a remessa para as lojas – que, quando finalmente foi distribuído, o diabo do jogo já tinha ganho o Spiel des Jahres 2009. Resultado: as cópias do Dominion esgotaram e as do Intrigue foram todas para quem já havia feito a pré-venda. Isso é que dá resistir a tentação, crianças…

Para quem ainda não conhece, é um jogo de cartas para até 4 jogadores. Cada um tenta montar sua mão com elementos que permitam a compra de novas cartas, prejudiquem outros jogadores ou gerem pontos de vitória. Parece Magic, the Gathering, correto? Pois dessa vez, sim, correto! A diferença é que você vai construindo o seu deck ao longo do jogo, reagindo aos oponentes e sobrevivendo a sua própria estratégia. É, pois, por mais que você queira pontos de vitória, eles ocupam preciosos lugares em sua restrita mão de 5 cartas – ou seja, tem que bolar bem quando investir em dinheiro, cartas de bônus, ataques, etc. e quando partir para o que vai efetivamente garantir o seu sucesso no final do jogo.

O jogo é bem versátil – você joga com 10 dos 25 tipos diferentes de carta que vêm na caixa, ou seja, cada jogo tende a ser bem diferente dos anteriores. Estou bem curioso para tentar esse – assim que tiver experimentado, posto aqui os meus achados.

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