Tem dado em casa?

Desde que eu comprei o meu primeiro set para RPG (que ainda guardo até hoje), fiquei fascinado pelos dados. Não o dado comum, aquele cubo com 6 faces que todo mundo conhece (o D6, para os iniciados), mas os tetraedros, octaedros, decaedros, dodecaedros e icosaedros  (respectivamente: D4, D8, D10, D12, D20). Se você nunca os viu – 0 que eu acho difícil – aí vai:

Típico set de dados de RPG

Bom, desde que aposentei os meus livros de D&D, não tive mais oportunidades de utilizar essas pequenas maravilhas. Meu novo hobby – algo que demanda bem menos tempo do que uma aventura típica – quase não usa dados e, para o que se propõe, eu apoio completamente (o que não quer dizer que eu não sinta falta de rolar um To Hit ou Critical Damage de vez em quando…). Mas esse não é o ponto desse post.

Há coisa de um mês e pouco atrás, estive na Ludus e, ainda que não fosse esse o tipo de jogo que eu fui lá para jogar, conheci o Liar’s Dice e fiquei novamente interessado em comprar alguns dados para montá-lo em casa.  Se você já jogou Dudo, Perudo, Cachito – ou viu Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest, já conhece esse jogo. Caso contrário, basta saber que é um jogo de blefe que usa D6 como base (vai procurar lá na Wikipedia que tem a regra toda – deixa de ser preguiçoso!).

Eu cheguei a procurar por algumas lojas no Centro (Gibiteria, Banca do Osni… lugares onde eu costumava comprar), mas não achei exatamente o que eu queria: cerca de 10 conjuntos de 5 dados de cores diferentes (i.e.: 5 amarelos, 5 vermelhos, 5 azuis, etc.). Lojas de brinquedos comuns não costumam ter esse tipo de variedade logo, pensei eu, o jeito vai ser encomendar pela Internet.

Na verdade, até pela Internet o negócio não é fácil (já experimentou procurar por “Dados” no Google?). Nos sites nacionais como Moonshadows ou até mesmo Americanas.com, a variedade é pequena, a procedência e qualidade desconhecidas e, de um modo geral, caros.

Por isso, o jeito é comprar lá fora – mesmo com o frete, sai bem mais barato e eles vendem unidades dos mais diversos tipos. Por exemplo:

Mas o que realmente me tirou do sério foram os dados metalizados e os élficos. Não sei porque quero mas, subitamente, viraram ítens de primeira necessidade:

Metalizados

Metalizados - A glória!

Ou ainda:

Set de dados metalizados

E também:

Dados élficos

Dados élficos - fala sério!

Acabei comprando na Chessex, que tem uns dados muuuuito maneiros. Se você se interessar, pode comprar lá dados por unidade, de tamanhos diferentes, dados redondos (!), zocchiedros (vulgo D100), dados de cassino, dados viciados ou por atacado (sacos com 1 libra de dados, aproximadamente 450g).

Ligando para lá ou mandando e-mail dá para encomendar dados comemorativos (que forma melhor para celebrar o seu aniversário de casamento?) ou ainda comprar lotes de 200, ou até 1000 num só pacote. Vai que você quer  fazer uma mesa de centro com sua imagem favorita?

Serviço:

  • Chessex – Comprei os transparentes e da série Frosted e Vortex, além de um dado de 30mm (vs. 16mm do normal). O site não é dos mais bem produzidos (leia-se: confuso e pouco amigável), mas os dados são excelentes. Vale baixar o catálogo deles em PDF, já que tem coisas lá que não estão no site.
  • Crystal Castle – Sede dos dados de cristal, pedras semi-preciosas e dos Dwarven Dice, os dados metálicos.
  • Q-workshop – Site do fabricante polonês de dados. Criadores dos dados élficos, assim como vários outros super-detalhados. Recomendo enfaticamente a visita.
  • Dice & Games – Site inglês. Faz dados customizados, dos mais diversos tipos e tamanhos, e vende de tudo, incluindo dados metalizados e de cristal.
  • Gamestation – Site gigante com uma enorme variedade de dados. Sério, muitos dados. Muitos mesmo. Boa sorte tentando encontrar algo lá.
  • Valiant Games – Um pouco mais fraco, site bem confuso, mas com uma grande seleção.
  • Dice Pool – Super site de dados. Muitos com boas fotos (e, importante – porém esquecido por muitos – alguma coisa para dar a escala do tamanho), vende os dados da Chessex, Crystal Castle, por atacado e outras coisas como miniaturas e sabão (!?). Só não entrega fora dos EUA…
  • Advancing Hordes – Antigo site canadense que eu usava para namorar os dados. Infelizmente fechou, mas tem uma série de links interessantes.
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Tira onda

Momento coruja: afilhada tirando onda de popstar.


Certamente ainda na onda do megasucesso do seu hit de lançamento

Narrativas visuais

Mapa do XKCD para personagens nos filmes. Quem viu Primer tem certeza que é o mapa mais correto entre os desenhados…

Flash FAIL

Putz!

Tipo de brincadeira que você já sabe que vai dar errado…

via @GG!

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Clássico da procastinação chega ao cinema

Para quem ainda não viu, segue o trailer:

Instruções para nerds

E por falar em usabilidade e Apple…

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Movendo arquivos no iTunes

Tirando a biblioteca central de músicas lá de casa, nunca me preocupei muito em organizar as músicas que extraio dos CDs que tenho (wink, wink). Os arquivos ficam em um HD, depois do backup eventualmente passam para outra pasta, são adicionados à biblioteca e removidos da origem, etc.

Ultimamente, comecei a usar mais o iTunes do que o Media Player para consolidar as playlists – muito por conta dos podcasts (como esse esse outro ou ainda esse daqui). Na verdade, nem sei se o MP11 tem alguma opção de download automáticos dos feeds, mas não é esse o ponto…

Bom, com isso, passei a querer organizar os arquivos no iTunes decentemente, tipo incluindo as cover arts, acertando quem faz parte de uma compilação, número da faixa e tudo mais que eu pudesse encontrar. O problema maior veio na organização dos arquivos nas pastas do Windows. Ao contrário dos Macs, se você mover a pasta aonde estão os arquivos, o iTunes perde todas as referências e você fica todo “exclamado”:

Cannot locate files!

Sendo a rainha da usabilidade, gastei muito mais tempo do que imaginava para localizar o link que a Apple certamente colocou de “Rescan library”, “Reconnect missing files”, “Locate folder”, ou algo do gênero. Na verdade, ia ficar procurando, procurando e nada. Sim, nada, pois ele não existe! Tsc, tsc, tsc… Resultado? O indivíduo tem que localizar MANUALMENTE, TODOS OS ARQUIVOS, UM POR UM. Excelente, não? É só passar na Apple Store e pegar o seu iEstagiário para que ele faça o trabalho sujo por você.

O mais legal é que não é exatamente fácil localizar informações sobre isso na Internet – pelo visto, as pessoas são mais organizadas do que eu…. Por isso, achei ótimo quando encontrei esse post, que fala sobre as várias maneiras de organizar, mover e consolidar a sua iTunes Library.

Não resolveu o meu problema – acabei utilizando a opção “Organize Library” do programa mesmo, que renomeou os arquivos e duplicou as informações (depois tive que ir de pasta em pasta apagando as fontes)  – mas pelo menos mantive os ratings, play counts, etc. De tabela, entendi que: 1) não tem jeito mesmo; 2) usabilidade da Apple só é boa mesmo se todo mundo pensar (e organizar) igual a ela.

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