Entretenimento caseiro

No começo era, bem…, o caos. Vídeos da Internet paravam no meu computador e era lá mesmo que eu os assistia. Isso funciona bem para coisas mais curtas, como um tutorial do Hak5, mas para outros assuntos, tinha uma série de problemas: é antisocial, desconfortável, tela pequena (comparado com a TV da sala) etc.

A solução, por um bom tempo, foi  converter para VCD e assistir no DVD player (cruzes, que jurássico!). Um avanço considerável ocorreu com um upgrade para um Home Theater, com entrada USB e codec DivX. Aí era baixar, gravar no pen drive, plugar na sala e navegar na interface tosca, porém funcional, do HT.

Minha vida (digital) mudou depois de ler uma matéria da Wired (juro que tentei achar o link para a matéria mas não encontrei). Era um tutorial de como transformar sua casa numa central de entretenimento integrada, com três passos bem simples:

  1. Roteador  com ponto de acesso WiFi;
  2. PS3 ou XBox;
  3. NAS.

O primeiro item  não tem mistério – qualquer um com banda larga tem roteador. Afinal – na boa – alguém realmente conecta o cabo diretamente no computador?? O segundo ponto permite controvérsias: na época, coisa de uns 2 anos atrás, eu vinha de um longo e ótimo relacionamento com o PS2 e o fato de seu irmão mais novo suportar blu-ray (que ainda iria se tornar padrão) tornou essa escolha muito simples para mim. É claro que se eu tivesse conversado com o Adriano ou o Paulão nesse momento, o processo decisório seria bem mais complicado…

O que era novidade para mim era o NAS – Network Area Storage. Uma caixa pequena, com espaço para um ou mais HDs, que se conecta via um cabo de rede ao roteador. Diferentemente de um HD externo, ele permite que todos os computadores da rede  enxerguem e compartilhem os arquivos sem que seja necessário um computador ligado a ele.

Bom, essa descrição não é estritamente correta já que o NAS já é um computador: um sistema “headless” rodando  Linux. Isso significa que além ser um servidor de arquivos, ele também funciona como um media server (fazendo streaming de vídeo e áudio para clientes conectados); serve como gerenciador da fila de impressão; permite o agendamento de backups de uma ou mais pastas de qualquer outro computador da rede; roda um cliente de torrent; pode enviar e-mails de notificação e servir páginas web… Opa, como assim? Torrent client??

Sim! Não fico mais com o computador ligado para baixar o que quer que seja – pela web acesso o meu NAS, passo o arquivo .torrent para ele e pronto! Quando chega, é só ligar a TV da sala, o PS3, e assistir no conforto do sofá. O layout é assim:

 

Algumas considerações:

  • Apesar do artigo da Wired sugerir o streaming via wireless para o PS3, arquivos mais pesados – como vídeos em alta definição – não funcionam bem. Definitivamente é não recomendado.
  • O NAS que escolhi – o DNS 323 da D-Link – não é o melhor/mais rápido/mais versátil do mercado, mas ele tem algumas vantagens bem interessantes, como o fato de ser facilmente hack’eável (permitindo a instalação e configuração de vários outros programas)  e, principalmente, é bem barato. Atualmente instalado: HD SATA de 750GB.

Depois posto aqui as principais mudanças e programas em uso.

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Uma resposta to “Entretenimento caseiro”

  1. Adriano Leal Says:

    Vamos fazer um Post com as comparações do Popcorn-Hour, Cinematube 1080p, WD TV LIVE e LIVE PLUS e o XBMC ?


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