Movendo arquivos no iTunes

Tirando a biblioteca central de músicas lá de casa, nunca me preocupei muito em organizar as músicas que extraio dos CDs que tenho (wink, wink). Os arquivos ficam em um HD, depois do backup eventualmente passam para outra pasta, são adicionados à biblioteca e removidos da origem, etc.

Ultimamente, comecei a usar mais o iTunes do que o Media Player para consolidar as playlists – muito por conta dos podcasts (como esse esse outro ou ainda esse daqui). Na verdade, nem sei se o MP11 tem alguma opção de download automáticos dos feeds, mas não é esse o ponto…

Bom, com isso, passei a querer organizar os arquivos no iTunes decentemente, tipo incluindo as cover arts, acertando quem faz parte de uma compilação, número da faixa e tudo mais que eu pudesse encontrar. O problema maior veio na organização dos arquivos nas pastas do Windows. Ao contrário dos Macs, se você mover a pasta aonde estão os arquivos, o iTunes perde todas as referências e você fica todo “exclamado”:

Cannot locate files!

Sendo a rainha da usabilidade, gastei muito mais tempo do que imaginava para localizar o link que a Apple certamente colocou de “Rescan library”, “Reconnect missing files”, “Locate folder”, ou algo do gênero. Na verdade, ia ficar procurando, procurando e nada. Sim, nada, pois ele não existe! Tsc, tsc, tsc… Resultado? O indivíduo tem que localizar MANUALMENTE, TODOS OS ARQUIVOS, UM POR UM. Excelente, não? É só passar na Apple Store e pegar o seu iEstagiário para que ele faça o trabalho sujo por você.

O mais legal é que não é exatamente fácil localizar informações sobre isso na Internet – pelo visto, as pessoas são mais organizadas do que eu…. Por isso, achei ótimo quando encontrei esse post, que fala sobre as várias maneiras de organizar, mover e consolidar a sua iTunes Library.

Não resolveu o meu problema – acabei utilizando a opção “Organize Library” do programa mesmo, que renomeou os arquivos e duplicou as informações (depois tive que ir de pasta em pasta apagando as fontes)  – mas pelo menos mantive os ratings, play counts, etc. De tabela, entendi que: 1) não tem jeito mesmo; 2) usabilidade da Apple só é boa mesmo se todo mundo pensar (e organizar) igual a ela.

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Strawberry Swing

A música é excelente – aliás, todas do Viva La Vida or Death and All his Friends  são – mas o vídeo é algo fora de série. Para quem ainda não viu…

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Vídeos explicados

Desde que ouvi a primeira vez  “Total Eclipse of the Heart”, na voz de Bonnie Tyler, eu me AMARREI na música. Tenho certeza que não estou sozinho nisso – seu single vendeu quase 6 milhões de cópias, foi número 1 no Billboard dos EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália e, convenhamos, nenhuma compilação musical da década de 80 pode cogitar não incluí-la.

Eu me lembro quando surgiram os video-clipes, algo inovador que acabaria quase definindo uma geração ligada na MTV. Imaginei que essa música seria show de se ver! O pianinho, a bateria, os vocais, enfim… como poderia errar?

Se você já viu o vídeo alguma vez, pode imaginar a minha decepção. Portas com cortinas esvoaçantes, jovens de sunga, choir boys zumbis e ninjas (!?)… Acho que só piorou a minha apreciação pela música, infelizemente.

Nunca entendi – e sei que também não estou sozinho nisso. Mas nossos problemas acabaram! Entra em cena, a versão literal do vídeo:

Sim, ele não explica nada, mas é tão divertido que dá para esquecer que não faz sentido algum…

Aproveitei e procurei outro vídeo na mesma categoria música-excelente-vídeo-maluco. E tchan! Não é que tem também?

Considerando que as duas acima foram escritas pelo mesmo cara que compôs outras do meu top 10 – Nowhere Fast e Tonight is what it means to be young do filme Ruas de Fogo – tenho que afirmar: Jim Steinman é o deus da música pop!

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Eliminando o intermediário

Não cheguei a ouvir o “The Gray Album”, mas agora fiquei interessado.

“DJ Danger Mouse famously fought with EMI over his Beatles/Jay-Z mashup, ‘The Grey Album,’ and now seems to be battling with the label again. Rather than release his latest album and face legal issues with EMI, Techdirt is reporting that Danger Mouse will be selling a blank CD-R along with lots of artwork, and buyers will be responsible for finding the music themselves (yes, it’s findable on the internet) and burning the CD.”

Direto do Slashdot

Dúvida do passado

Toda a sexta, o bar ao lado do trabalho coloca uma música alta – normalmente pagode – para entreter os clientes. Ontem, entre um SPC e um Molejo, rolou um som antigo, fora dos padrões da casa, que reacendeu uma dúvida:

Tudo bem que a gente sabe a diferença mas, afinal, é melhor aparentar “bonito” ou “elegante”?

Ouça o que você escuta

Ok, você provavelmente sabe que American Pie foi composta por Don McLean e não pela Madonna. Alguém até pode ter te contado que a música fala, através de paródias, sobre a morte de Buddy Holly e das mudanças que ocorreram nos costumes – e principalmente na música – na década de 60. Agora, você sabia que “Killing me softly with his song”, música da Roberta Flack (e não dos Fugees), de 1973, foi concebida por sua autora com base na experiência de ter visto Don McLean cantando American Pie ao vivo?

Pois é. Eu, pelo menos, não sabia.

Acabei descobrindo essa – e várias outras – sem querer, ao procurar o porque do Bono cantar, no início de Vertigo: “Unos, dos, tres, catorce!”. Caramba, será que ninguém do U2 (ou próximo deles) sabe contar em espanhol? Realmente não fazia o menor sentido. Devia ser alguma mandinga ou mensagem secreta, mas nunca tive o saco de procurar até hoje. Foi aí que encontrei o Song Facts, que me deu três diferentes opções:

1) É uma referência ao 1º. Testamento, 2º. Livro, 3º. Capítulo, 14º. Versículo: “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.” [Cortesia Biblia On-line]. Hummm. Taí a mensagem secreta, mas é completamente obscura para uma banda de pop passar para os seus fãs. Se ainda fosse uma mensagem ecológica…

2) Quatorze se refere ao fato de “How to dismantle an atomic bomb” ser o décimo-quarto álbum do U2. Bem mais plausível.

3) Segundo entrevista do Bono (para Rolling Stone, descobri mais tarde), foi um erro causado pelo álcool. Ou, conforme comentários dos usuários, simplesmente porque ele quis e ponto final. Acho que temos um ganhador.

De uma maneira ou de outra, explorei o site e encontrei várias outras pequenas pérolas. Exemplos:

  • Push, do Matchbox 20, foi considerada por grupos feministas como uma música que incentivava a violência contra mulheres.
  • “Bismillah!”, cantado em Bohemian Rhapsody, quer dizer “Em nome de Deus” em árabe (e eu achava que era uma intejeição de desprezo apenas…).
  • Blowin’ in the wind foi escrita em apenas 10 minutos e, na sua primeira apresentação, Bob Dylan, não entendendo a própria letra, acabou inventando versos na hora.

Para quem se interessar por esse tipo de coisa, há uma programa legal da VH-1 chamada “Storytellers”, onde as bandas se apresentam e contam um pouco de como e quando compuseram seus maiores sucessos. Passa de vez em quando na Net, mas nunca me lembro de gravar qual o canal e o horário…

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