To boldly go where only the fish have gone before…

Eu nunca tinha ouvido falar em roupas de mergulho-fantasia:

He's wet, Jim

Por outro lado, não deveria me surpreender já que humanidade insiste em, por exemplo, vestir animais de estimação com roupinhas (ditas) engraçadinhas. O que me intriga, entretanto, é: quem diabos vai querer se arriscar mergulhando como um red-shirt?

Valeu CID pelo link!

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Balanço do break 2009

Com o season break 2009 lá fora começando, resolvi fazer um balanço das séries que eu e A Moça estamos acompanhando (esse é um post para ficar guardado para, daqui algum tempo, pensar: “Caracas, não acredito que eu assistia isso!”).

Atenção: o texto abaixo está, obviamente, cheio de spoilers para a temporada que estamos assistindo (indicada entre parêntesis). Você foi avisado.

:: Saiu, assistiu ::

  • Bang Theory, The (S3) – Começamos meio sem saber o que esperar, mas rapidamente virou um sucesso. Acho que o meu lado nerd se identifica muito com os personagens – por exemplo, entendo (assustadoramente) os pontos de vista do Sheldon. A questão agora é o que vão fazer com a Penny, que já está bem enturmada (tanto que o Sheldon pegou no “braço” dela no último episódio). A duplinha Koothrappali e Wolowitz está excelente.
  • FlashForward (S1) – Com a quantidade de comentários sobre a série, achei que estaríamos pegando o próximo Lost no começo. Eu me surpreendi com os primeiros episódios mas, ultimamente, andou perdendo um pouco do ritmo. Algumas coisas me perturbam seriamente, como termos passado quase 10 episódios sem que alguém finalmente se matasse para comprovar que o futuro pode ser mudado ou o sofrimento pela cornitude anunciada do Shakespeare Apaixonado. Mas o que me tira do sério mesmo é a premissa que todo mundo só entra informações verdadeiras no Mosaic – qualquer um que participa de uma lista de discussão ou fórum já precisa rolar um check de disbelief.
  • Fringe (S2) – Outro que perdeu um pouco do momentum nessa temporada, porém menos que o FF. Encrenco um pouco com o laboratório mágico, capaz de reproduzir qualquer experimento, mas a minha reclamação principal aqui é o fato de se falar sobre infinitos universos porém se conseguir um relacionamento 1:1 entre o nosso e o “universo-do-mal-que-quer-nos-destruir”. Lembra muito o bom e velho Arquivo X às vezes, especialmente quando intercala episódios do arco (uhu!) e standalone (huh?). O Pacey está muito bem, mas o Walter tem umas tiradas ótimas: “Asterix, could you please get me …”.
  • House (S6) – Esse seriado definitivamente tem seus momentos. Finais e inícios de temporada são incríveis, tipo, realmente  excepcionais (especialmente considerando que até recentemente os personagens pouco tinham de vida além de serem regularmente abusados pelo House – insultos, aliás, que são outra alegria pela criatividade e, principalmente, timing). Por outro lado, as vezes acho que passo os 40 min ouvindo nomes esquisitíssimos (“Escleroderma mono psicomastóidico!”,  “Regurgitofagia endodérmica transposta!”, “Lúpus!” – Não, nunca é lúpus…) sem ter ideia dos problemas ou consequências, esperando o momento do close no rosto do Hugh Laurie, quando ele deixará o seu interlocutor falando sozinho para resolver o caso.
  • Lost (S5) – Aguardando, há meses, o início da sexta e derradeira temporada. É realmente impressionante como a série se reinventou ao longo dessas 5 temporadas, mantendo o público cativo mesmo através de diversos leap of faiths. Imagina se, logo após ver o final da 1a. temporada, alguém de te dissesse o que está por vir? Acho que a maioria abandonava. Ter conseguido chegar até aqui, com personagens tão marcantes, é um sinal do sucesso da capacidade da equipe do seriado em contar uma estória cativante. Só torço para não presenciar um Matrix Revolutions em 2010… Correndo bem, vai deixar um vazio incrível, como o fim de BSG.

:: Sempre que dá ::

  • Californication (S1) – Começamos há pouco e estamos curtindo esse seriado com uma temática mais adulta. Fox Mulder aparece num contexto bem diferente do que estamos acostumados e os demais participantes – como a enteada da ex-mulher ou o cara que já foi marido da Charlotte – são uma atração à parte.
  • Dexter (S1) – Tentei vender esse seriado em casa mas, assim como Nip/Tuck, não fez sucesso com A Moça devido às cenas mais gráficas. Entretanto, depois de muito ouvir comentários positivos, resolvi dar outra chance e estou vendo sozinho. Como após os primeiros episódios as cenas ficam mais leves, pode ser que volte a ter companhia – vou tentar de novo. Acho que o hype que ouvi sobre o final da 4a. temporada pode ajudar.
  • Family Guy (S*) – Assisido sem compromisso algum, fora de ordem, sempre que temos vontade de ver algo leve e rápido. Tem episódios engraçadíssimos e outros apenas legais – tem que dar sorte na hora do randomize. De tempos em tempos deixamos um pouco de lado para descansar dos non sequiturs “como daquela vez que você tentou …”. Estou curioso para ver o que fizeram com o Cleveland Show.
  • Glee (S1) – Simpático e leve, com ótimos vocais e músicas conhecidas em arranjos novos. Não engrenou ainda para nós, mas sempre estamos curiosos para ver o que vai ser cantado no próximo.
  • Lie to me (S1) – Muito bom. Estamos correndo atrás do prejuízo e acredito que, quando ficarmos up-to-date vai acabar passando para a categoria de cima. Ponto alto, com certeza, são as fotos de celebridades ratificando as teorias do Tim Roth. Confissão: me pego tentando identificar as micro-reações das pessoas durante as reuniões.
  • Robot Chicken (S*) – Similar em função ao Family Guy, é uma série engraçadíssima. O que o pessoal consegue fazer em stop-motion é impressionante. O que mais me surpreende é onde diabos eles arranjam bonecos de tantas celebridades… Destaque para Blue Harvest e os episódios de fim de temporada.
  • Two and a Half Men (S2) – Começamos tarde, bem tarde, mas estamos curtindo acompanhar a vida dos Harpers. Tinha a impressão que o crescimento do Jake iria prejudicar as piadas mais a frente mas, dado que continua firme na 7a. temporada, os roteiristas pelo visto souberam se adaptar.

:: Perdendo a força ::

  • In treatment (S1) – Mesmo com uma quantidade muito maior de episódios por temporadas (inversamente proporcional à quantidade de locações…), achei que ia acabar rapidinho com o estoque acumulado, mas não foi o caso: ultimamente temos andado pouco interessados no Gabriel Byrne e seu sotaque. Uma pena, já que a produção e o texto são excelentes.
  • Krod Mandoon and the Flaming Sword of Fire (S1) – Lado nerd novamente. Acabo assistindo quando a Moça não está disponível, já que é uma sátira a roteiros de fantasia, algo cujas referências não são tão evidentes se você não leu ou não gosta. Se você sabe quem é Robert Jordan ou o que é um D20 (sem ter lido o meu post anterior…), pode ser sua praia.
  • Mentalist, The (S1) – Quando soube que L2M tinha sido lançada, pensei que seria uma cópia barata dessa série. Não é – e na verdade, às vezes parece o contrário. Gosto das sacadas do personagem (apesar de já ter adivinhado algumas antes do final), mas o fato dele não “ensinar” os truques mais abertamente como L2M, me deixa propenso a assistir mais a outra do que essa.
  • Star Wars: The Clone Wars (S1) – Eu havia visto as duas temporadas da encarnação anterior, que é bem diferente, e confesso que gostei bem da animação por computador – apesar de ter ouvido muito mal do filme com mesmo nome. Achei algumas cenas simplesmente geniais, como alguns combates inovadores no espaço (ex: droids usando vácuo a seu favor). Não me lembro porque parei de assistir regularmente mas também não tenho nenhuma mega motiviação para voltar (ainda).
  • Tudors, The (S2) – Em 2008, eu escrevi que a série prometia. Assistimos a primeira temporada na pressão mas agora está que nem o SW:TCW, na linha do “Me dê motivo…”. Acho que dei uma desanimada quando anunciaram a possível saída do protagonista, seguido de um depoimento dos produtores dizendo que iam aproveitar que o nome da série era amplo para falar sobre outros nobres da família ao invés de acabar ou substituir o ator. Talvez volte a assistir apenas para ver uma das mulheres de Henrique VIII ir para o cadafalso.

:: Aguardando espaço ::

  • 24 (S0) – Assisti a primeira temporada feito um louco na época do lançamento e, como dizem lá no Jovem Nerd, meu cérebro explodiu no final. Fiquei numa ansiedade incrível para ver a segunda temporada, contando os dias e… tchum. Perdi a estreia. Quando começou a 3a. “mais longa noite na vida de Jack Bauer”, fugi da Fox e seus malditos intervalos-spoilers. Agora estão anunciando a 8a. temporada e eu vou precisar rever a 1a. com A Moça. O que pega aqui é a preguiiiça…
  • American Idol (SWhatever) – A temporada é irrelevante mas  o drama, tensão e as performances são mais. Só assistimos mesmo os tryouts – depois pouco se me dá quem ganha. Até porque  ninguém vai conseguir barrar mesmo clássicos como “She Bangs! She Bangs!”.
  • Arrested Development (S1) – Esperei, à pedidos, 6 anos para começar a ver essa série (piada interna). Achei criativa e divertida mas acho que, assim como The West Wing (que achava ter os diálogos mais bem escritos da TV), o fato de ter terminado me desanimou um pouco. Preciso retomar, nem que seja para completar o álbum.
  • Caprica (S0) – Ainda não vi o piloto mas já gostei. Quem produziu Battlestar Galactica não vai decepcionar num prequel com tanto potencial. Assim que começarem novos episódios, vou ter que substituir algo para encaixá-la na lista semanal.
  • How I met your mother (S1) – Igual ao AD – tanto em tempo de espera para assistir quanto a opinião positiva sobre o material. Não engrenou aqui em casa ainda por pura falta de tempo mesmo. Preciso começar antes que  a série acabe e eu coloque – inconscientemente – no freezer.
  • The Wire (S?) – Não sei que temporada está ou quem participa. Mas para ter sido apontada como a série mais importante da década não deve ser pouca coisa não. Tá na fila.
  • V (S0) – Ahhh, mulheres lagartos maravilhosas comendo hamsters vivos. Que mais se pode pedir? Saudosismo puro essa daí. Provavelmente vou me decepcionar mas não vou ter como não ver pelo menos a primeira temporada…
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Os The Tudors

The Tudors

Eu e A Moça começamos a ver “The Tudors “. Ainda é cedo para saber ao certo se vai virar uma série recorrente lá em casa, mas promete. Ao contrário de Nip/Tuck e Dexter, que achei que seriam um sucesso (talvez as cenas mais gráficas tenham sido um problema), as histórias de Henrique VIII tem sido solicitadas sempre que temos um tempo disponível. É claro que a corte inglesa também sabe ser bastante gráfica, mas em outro sentido, é claro…

Não conhecia trabalhos anteriores do Jonathan Rhys Meyers (Rei), Maria Doyle Kennedy (Rainha), Natalie Dormer (Ana Bolena), Jeremy Northam (Thomas More) e cia. – o único que reconheci de imediato foi o cardeal Wolesy, interpretado otimamente pelo Sam Neil – mas o elenco está excelente.

Ainda estamos no 6º episódio da 1ª temporada mas já está com cara que logo ficaremos aguardando a terceira temporada, recém-confirmada. Cada uma tem poucos episódios – 10 apenas – o que deve dar um arco de história curto porém gratificante. Entretanto, tem alguns pontos que me deixam, digamos, intrigados (Atenção: contém alguns spoilers!*):

  • Superprodução é um termo bastante utilizado para descrever a série. Concordo, especialmente nos figurinos, mas algumas coisas deixam um pouco a desejar. Exemplo: a corte portuguesa, por dentro, se parece incrivelmente com a francesa. Descontando a possibilidade que o arquiteto de ambos palácios tenha sido o mesmo, parece mais ausência de uma locação alternativa adequada.
  • Por falar em locação, as panorâmicas externas (ou mesmo internas, dentro de palácios) são a exceção devido, certamente, ao problema de montar um mega-cenário. Isso cria uma situação curiosa: tirando as cenas de na floresta, quanto mais aberta a área, mais claustrofóbica costuma ser a cena.
  • É verdade que, apesar de ser uma figura histórica de personalidade forte, até o momento a história parece passar de certa forma ao largo do rei em grande parte (isso ou então boa parte de reinar é reagir às tramas da corte ou às ações dos demais países europeus – quando não se está correndo atrás de um rabo de saia). Aliás, se existe uma coisa que o rei já deveria ter aprendido é que não vale a pena entrar em confrontos físicos: Na luta greco-romana com o rei da França ele se deu mal, quase matou seu amigo numa justa, quase se afogou ao tentar pular uma poça com uma vara e no último episódio perdeu uma queda de braço. Próxima meta: tentar ganhar uma corrida contra o coxo da corte.
  • É difícil acompanhar os nomes de determinados personagens. Ana Bolena, Thomas (o filósofo e não o pai das Bolenas), Henrique e Wolsey são moleza. Mas qual o nome do antigo namorado poeta da Ana Bolena? E o do tio dela? Os amigos do rei, por exemplo, estão em outro nível de complexidade; não tem como decorar mesmo… Para piorar, agora o monarca resolveu dar títulos a eles. Aí, ao invés de chamar de Charles, Brandon, ou até mesmo cunhado, chama de Duke of Suffolk – justo quando você já estava se acostumando.

Para resolver esse último ponto, na hora de conversar com A Moça, acabo mapeando determinadas pessoas pela aparência ou por semelhança a outras pessoas famosas. O que me levou a explicações do tipo “O barbicha tá tramando com o pai da Ana para derrubar o cardeal” e exclamações do tipo “CACETE! O Marcelo Antony pegou o Lenine!”

* Questão pertinente: como podem ser spoilers se são eventos históricos conhecidos há cerca de 500 anos?

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